
[a arte é relativa]


Ando muito ranzinza ultimamente. Pensativa demais. E já perceberam que pensar muito nem sempre é bom? Pra mim, nunca é bom.
Penso na vida e no que as pessoas fazem com ela. Penso nas bobagens que eu fiz e... ok, sempre tenho a impressão que só tenho bobagens no meu currículo. Penso muito em sentimentos. Acho que eles são contagiosos, principalmente a tristeza e a alegria.
Penso muito na solidão, talvez porque seja a solidão que me obrigue a pensar. Às vezes me sinto só, mesmo em algum lugar cheio de gente. Neste momento, estou sozinha e também estou só. Acontece.
Relembro de alguns momentos em que eu achei que fosse morrer de felicidade... e até poderia. Morrer feliz é privilégio para poucos. E penso em momentos como esse... algo acaba de se romper. Eu até espero um milagre, algo que venha reatar o laço. Algo... ou alguém.
Sou uma pessoa complicada, mas me cerco de uma qualidade admirável: sou razoavelmente justa. Mesmo que eu quisesse (e como eu queria!) manter o que foi rompido, não seria justo. Porque eu me dava inteira, mas recebia só metade. Em que mundo capitalista isso seria possível e aceitável? Afirmo que em nenhum, mas o meu coração subversivo agüentou o quanto pôde. Agüentou com tanto prazer e tanta alegria, que é até difícil admitir quanta tristeza também havia. E quando começamos a rimar, é sinal que o assunto tem que mudar!
Então chega. Quem sabe venham mais melodramas no próximo post...
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... will you count me in? (?)
_ Tim Woodsman: Now I know I have a heart, because it's breaking...

Pra cantar depois de ler o post, fazendo cara dramática e fechando as mãos junto do peito:
I believe I can fly, I believe I can touch the sky
I think about it every night and day
Spread my wings and fly away...
Ai, to brega, tchau.